2025 foi um ano muito especial.
Um ano de construção profunda, de encontros verdadeiros e de passos importantes na trajetória de Debora Muszkat.
O vidro seguiu como linguagem — mas, acima de tudo, como ponto de conexão.
Conexão entre pessoas, ideias e propósitos.
Um material que atravessa fronteiras simbólicas e se afirma como meio de diálogo, reflexão e transformação.
Ao longo do ano, a arte ganhou novos espaços e novas camadas de sentido.
Nada disso teria sido possível sem os parceiros que caminharam ao nosso lado, acreditando na potência da arte como ferramenta de impacto social, ambiental e cultural.
Nosso agradecimento ao World Circular Economy Forum (WCEF), ao SESI, à Bienal do Lixo, ao SP+Verde e à Expo Catadores, por confiarem na arte em vidro como linguagem de transformação e consciência.
2025 também marcou a força do ateliê.
Mais do que um espaço de criação, ele se consolidou como ponto de encontro, escuta e troca — um lugar onde a arte acontece em diálogo com o mundo.
Entre exposições, oficinas, encontros e gestos simbólicos, o ano se encerra com gratidão.
E abre caminhos para um futuro que segue sendo construído, atravessado e imaginado através do vidro.
✦ Dezembro: ExpoCatadores 2025
Encantos da Catação
Entre os dias 17 e 19 de dezembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a ExpoCatadores 2025 marcou o encerramento do ano com um dos momentos mais simbólicos da trajetória da artista.
No terceiro dia do evento, foi apresentada a escultura-troféu “Encantos da Catação”, criada em colaboração com o projeto Paraisópolis Através do Vidro, desenvolvido no Pavilhão G10, na comunidade de Paraisópolis.
A obra homenageia catadores e catadoras de materiais recicláveis, reconhecendo seu papel fundamental na construção da economia circular no Brasil. O troféu foi entregue a empresas e parceiros Amigos do Catador e, em um gesto histórico, também ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando o reconhecimento institucional ao trabalho historicamente invisibilizado desses profissionais.
“Agradeço profundamente aos catadores e catadoras, às cooperativas, aos parceiros e a todos que acreditam que aquilo que foi descartado carrega potência, dignidade e futuro. Esta obra é uma homenagem a quem transforma o mundo com as próprias mãos.”
— Debora Muszkat
✦ Novembro: Agenda SP+Verde, evento Pré-COP
A arte como símbolo da circularidade
Durante o segundo dia do Summit Agenda SP+Verde, evento pré-COP realizado no Parque Villa-Lobos, o Governo de São Paulo anunciou os vencedores do Prêmio SP Carbono Zero 2025, reconhecendo iniciativas voltadas à restauração ecológica, eficiência energética, educação ambiental e inovação tecnológica.
Entre os 154 projetos inscritos, representantes de empresas, organizações e instituições públicas participaram da cerimônia, que contou com a presença de Natália Resende, Fernando Padula e José Renato Nalini. A apresentação foi conduzida pela jornalista Glória Vanique.
Os troféus entregues aos vencedores foram desenhados por Debora Muszkat e produzidos em Paraisópolis a partir do reaproveitamento de vidro, transformando resíduos em peças únicas e reforçando, de forma simbólica, o conceito de circularidade que orientou toda a premiação.
Oficina Consciência Circular – O Vidro Como Arte e Transformação
No dia 4 de novembro de 2025, durante a pré-COP em São Paulo, a Agenda SP+Verde recebeu a oficina “Consciência Circular – O Vidro Como Arte e Transformação”.
Os participantes foram convidados a criar suas próprias obras a partir de resíduos de vidro, ressignificando o material em peças autorais. Com facilitação de Sueli Oliveira, a atividade promoveu uma experiência lúdica e profunda, conectando processos cognitivos, desenvolvimento humano e economia circular.
A oficina foi realizada com o apoio de parceiros como Divinal Vidros, Movimento Circular, Zeros e SEMIL.
✦ Março a Novembro: Circulação da exposição no SESI
Reflexos do Inimaginável: Através do vidro tudo acontece
A exposição “Reflexos do Inimaginável: Através do vidro tudo acontece” chegou ao SESI Itapetininga em 28 de março de 2025, inaugurando um ciclo de circulação pelo estado de São Paulo.
Criadas a partir de vidro reutilizado, as obras abordam temas urgentes como preservação ambiental, reciclagem, sustentabilidade, economia circular e o fortalecimento da cultura popular e do folclore brasileiro. A produção e coordenação foram da Doppio Cultural, com curadoria de Diego Mauro.
Cronograma de circulação:
SESI Itapetininga — 28/03 a 01/06/2025
Centro Cultural SESI Campinas — 07/06 a 31/08/2025
Centro Cultural SESI São José do Rio Preto — 06/09 a 30/11/2025
A pergunta ecoou por todo o percurso:
É inimaginável abraçar a floresta através do vidro?
✦ Maio: World Circular Economy Forum (WCEF) 2025
Através do Vidro Circula a Vida
Entre os dias 13 e 16 de maio de 2025, São Paulo recebeu, pela primeira vez na América Latina, o World Circular Economy Forum, realizado na OCA, no Parque Ibirapuera.
Na ocasião, Debora Muszkat apresentou a exposição “Através do Vidro Circula a Vida”, reunindo obras em vidro reciclado que propõem novos olhares sobre consumo, descarte e regeneração. A participação reforçou o diálogo entre arte contemporânea e economia circular em um dos fóruns mais relevantes do mundo sobre o tema.
✦ Maio: Bienal do Lixo 2025
Reflexos do Indizível
Em maio de 2025, Debora Muszkat participou da Bienal do Lixo, realizada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo — um encontro que reúne arte, educação e sustentabilidade, ampliando o debate sobre resíduos, consumo e responsabilidade coletiva.
Durante a inauguração da 2ª Bienal do Lixo, a artista apresentou a instalação “Reflexos do Indizível”, composta por vidros reflexivos que convidam o público a confrontar o tema do lixo e do desperdício a partir do próprio reflexo. A obra propõe uma pausa sensível: olhar para o que descartamos e, sobretudo, para a relação que construímos com o que escolhemos não ver.
A programação do evento também marcou o lançamento do livro “Missão Lixo Zero”, de Cadu Pacheco, reforçando a convergência entre arte, educação ambiental e ação prática. Além da exposição, Debora participou de painéis de diálogo e ministrou oficinas, compartilhando sua trajetória com reciclagem — iniciada ainda nos anos 1980 — e reafirmando a arte como ferramenta de consciência, transformação e futuro.
O ano de 2025 foi moldado pelo vidro, pelos encontros e pela transformação. Seguimos em frente, porque, através do vidro, o futuro já está em construção.
✦ Setembro: 17ª edição da Paraisópolis Week por Debora Muszkat, Irmãos Slama e outros parceiros
Desde 2003, Débora explora o campo da moda através de performances com peças de vestuário e cenografia em vidro. Ela desenvolve acessórios utilizando materiais têxteis reutilizados e doados, entre outros elementos combinados com vidro.
Since 2020, she has been developing projects in this field with the community of Paraisópolis.
Este é o terceiro ano em que produzem desfiles de moda e sessões fotográficas em parceria com o renomado fotógrafo e artista brasileiro Gal Oppido.
✦ 2026: Um novo ciclo começa
Você sabia que frascos pequenos e contaminados de esmalte não são reciclados e sequer têm um destino adequado?
Desse desafio surgem os personagens Mi-Ca-Ti e Cati-Mi, criados a partir da reutilização dessas garrafas. A arte da reutilização torna-se uma forma de comunicação que, alinhada ao movimento circular, transforma-se em um veículo para ações e transformações reais.
MiCati e Catimi, que significam “me pegue”, representam o chamado do mascote que se tornará, em 2026, uma animação em vídeo criada pelo estúdio internacionalmente renomado Flamma Studio, cujos parceiros incluem o Disney Channel e a Warner Bros.
De forma lúdica, pretendemos disseminar a mensagem sobre a necessidade de construir um universo fundamentado na filosofia e na arte, em virtudes, princípios e nas necessidades da sociedade contemporânea.
Após um significativo ano de 2025, marcado pela convergência de décadas de pesquisa, criação e propósito, Debora Muszkat se volta agora para um novo ciclo.
Após a participação de Debora no Fórum Econômico Mundial (WCEF) no Brasil este ano, um novo movimento teve início. Estabeleceu-se um engajamento universal entre a artista e empreendedores nas áreas de sustentabilidade, economia criativa, economia circular e ESG.
A arte e o espaço artístico de Debora criam um despertar coletivo, tornando-se também um veículo para a ação de todos. No Brasil, o espaço se transforma em um local de encontros e debates.
2026 também marca o início de workshops e encontros no Brasil, realizados na Casa do Vidro, criando um espaço para diálogo, imaginação e consciência coletiva. Simultaneamente, Débora inicia a experimentação desses encontros na Dinamarca, ao lado do marido, expandindo a iniciativa para além das fronteiras. A intenção é fomentar maior engajamento e um movimento verdadeiramente sem fronteiras, utilizando a arte como ponte para conectar escolas, empresas comprometidas com os valores ESG e outras organizações na construção de novos caminhos para a conscientização, a criatividade e a transformação.
A arte torna-se um veículo para a ação e transformação coletivas, dando origem a workshops, palestras de conscientização e campanhas coletivas.
O ano de 2026 se encerrará com o lançamento do livro “Uma Vida Através do Vidro — Onde Tudo Acontece”.
Como um processo alquímico, a fusão de elementos materiais e espirituais ganha nova vida e novas perspectivas para um mundo que pode pertencer a todos.
Uma Experiência Imersiva — Experiência MIS
Em uma sala que oferece uma experiência totalmente imersiva em 360 graus, “Seres humanos, céu, mar, florestas, animais, plantas, pássaros e água” tornam-se um só, abraçando tudo e todos no mesmo espaço.
Matéria e luz, repletas de significado, permanecem em constante movimento, assim como o universo. Para o universo, o que importa não é o certo ou o errado, mas o movimento em evolução.
Esta imagem foi criada com auxílio de manipulação digital e inteligência artificial, com o objetivo de representar visualmente uma exposição ainda em processo de desenvolvimento. A composição propõe uma ambientação preliminar, reunindo obras já existentes — como os globos de vidro, a cobra e os pássaros — junto a novas peças que ainda serão produzidas especialmente para o projeto.
Na cena, os três globos de vidro assumem uma dimensão simbólica: o globo amarelo representa o Sol, o globo verde representa a Terra e o globo lilás representa a Lua, criando uma atmosfera cósmica que dialoga com luz, natureza, transformação e ciclos da vida.
As cores, luzes, proporções, efeitos visuais e disposição dos elementos são referências conceituais e poderão sofrer alterações ao longo do desenvolvimento da exposição.